Deputados da base do governo federal são a grande maioria entre os que querem aprovar a PEC 300, Proposta de Emenda Constitucional que fixa piso salarial para policiais civis e militares, inclusive bombeiros, no País. O Palácio do Planalto e governadores são contra o projeto. As informações são da Agência Folha de São Paulo.
A mobilização em favor da PEC é apontada como uma das motivações da greve de PMs na Bahia. Levantamento da Folha mostra que 225 dos 513 deputados em exercício fazem parte da Frente Parlamentar de Apoio à PEC 300 ou pediram sua votação imediata. Destes, 81% integram partidos que apoiam o governo. O PMDB lidera a lista de apoiadores, com 31 deputados. O PT tem 22 nomes na lista.
São defensores do piso o pré-candidato do PT à Prefeitura de Salvador, Nelson Pellegrino, e o do PMDB à Prefeitura de São Paulo, Gabriel Chalita. Entre ex-deputados, já apoiaram o projeto os ministros Luiz Sérgio (Pesca) e Aguinaldo Ribeiro (Cidades).
O presidente da frente pró-piso, Otoniel Lima (PRB-SP), disse que, apesar de pertencerem em sua maioria à base do governo, os deputados precisam atender a seu eleitorado e às cobranças que ouvem dos policiais.
"Somos da base aliada, acreditamos no governo, mas não abrimos mão de projetos de interesse de nossos eleitores. Contamos com o apoio dos militares e seus familiares para nos eleger", disse.
A proposta inicial era equiparar salários de PMs, policiais civis e bombeiros de todo país aos do Distrito Federal, o maior do Brasil. A versão atual deixa a definição do valor para lei posterior, que também deverá criar fundo para bancar os custos.
Veja mais informação, inclusive com a lista completa, no link
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sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012
Maioria que defende PEC 300 é governista, informa Folha de São Paulo
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