Formatura no QCG: emoção vai marcar a promoção dos policiais militares
O comandante geral da Polícia Militar, coronel Ronalt Willian, e a Diretoria da Associação de Cabos e Soldados da PM e do Corpo de Bombeiro do Estado do Espírito Santo (ACS/PMBM/ES) estão convidando todos os policiais militares que estejam de folga a comparecer na segunda-feira (25/06) ao Quartel do Comando Geral, em Maruípe, Vitória, para participar da cerimônia que vai marcar a assinatura de promoção de centenas de praças e oficiais.
O diretor da ACS/ES Flávio Gava explicou que, inicialmente, o Comando da PM havia convocado somente uma parte dos policiais que vão ser promovidos para comparecer à solenidade por causa do espaço e porque muitos também estarão trabalhando.
Entretanto, Gava e o diretor de Relações Públicas e Social da ACS, cabo Ângelo Gomes de Almeida, conversaram com o coronel Willian, em solenidade de transmissão de cargo do Comando do 9º Batalhão (Cachoeiro), na quinta-feira (21), e o comandante geral da PM entendeu que o convite pode ser estendido a todos os militares – praças e oficiais – que vão ser promovidos. Gava explicou, no entanto, que somente os militares já convocados oficialmente pelo Comando têm de ir à cerimônia vestidos de farda de tergal. Já os militares que não foram convocados – e que estão sendo convidados – podem ir vestidos com a farda “chumbão”. “Todos os militares podem levar a nova divisa, que somente poderá ser colocada na farda no momento em que o governador Renato Casagrande – que estará presente na solenidade – e o comandante Ronalt Willian assinarem o ato de promoção”, explicou Gava. O diretor da ACS/ES foi também autorizado pelo comandante Ronalt Willian a convidar os militares a levarem seus familiares – esposas, filhos, pais – para assistirem à cerimônia: “Todos podem participar desse momento histórico e importante para a carreira dos policiais”, disse Gava. “Precisamos mostrar ao governador Renato Casagrande que a Polícia Militar está agradecida pelo que ele que está fazendo por nós”, completou Gava, que também vai ser promovido a cabo na cerimônia de segunda-feira.
Fonte:acspmbmes
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domingo, 24 de junho de 2012
Comandante geral da PM e ACS/ES convidam militares para solenidade da promoção
Comandante da PM anuncia a promoção de 3.476 militares e fala como vai funcionar a nova Diretoria de Direitos Humanos e Polícia Interativa
Numa entrevista exclusiva ao Blog do Elimar Côrtes, o comandante geral da Polícia Militar do Espírito Santo, coronel Ronalt Willian de Oliveira, anuncia que nesta segunda-feira (25/06) a PMES vai protagonizar um feito histórico: a promoção de mais de 3.400, entre praças e oficias. O comandante vai mais além: fala das quatro novas Diretorias na PM – criadas esta semana por meio de decreto assinado pelo governador Renato Casagrande – e destaca a forma como a inédita Diretoria de Direitos Humanos e Polícia Interativa vai atuar junto à Corporação e à sociedade:
“Ela (Diretoria de Direitos Humanos e Polícia Interativa) vai ter um papel preponderante na formação e preparação de nossos policiais militares para que lá na ponta o nosso cliente, o cidadão, possa ter a confiança de que o trabalho da nossa Polícia Militar seja um trabalho estritamente voltado em respeito à dignidade e a pessoa humana”, diz o comandante Ronalt Willian.
Blog do Elimar Côrtes – O governador Renato Casagrande acaba de publicar decreto criando mais quatro Diretorias na Polícia Militar do Espírito Santo: Diretoria de Direitos Humanos e Polícia Interativa; Diretoria de Comunicação Social; Diretoria de Promoção Social; e Diretoria de Transportes. Como as novas Diretorias poderão ajudar a PM e seus reflexos no dia a dia do policiamento?
Coronel Ronalt Willian – A população capixaba cresceu muito nos últimos anos. Nosso efetivo é praticamente o mesmo de 10 anos atrás. Com esse crescimento vieram os problemas sociais que têm relação direta com o aumento da criminalidade. Tivemos que nos preparar e otimizar nossos serviços para continuar dando respostas a sociedade.
A PMES nesse momento tem uma adequação de seu quadro organizacional para corrigir e atender a demanda da prestação do serviço de policiamento ostensivo com o objetivo sempre de presta-locom excelência.
Estas Diretorias farão parte do Comando da Polícia Militar e ajudarão a pensar e planejar uma polícia cidadã sempre voltada a servir e proteger o povo capixaba.
– Uma das inovações é a Diretoria de Direitos Humanos e Polícia Interativa: qual será o papel dessa Diretoria junto à própria Corporação e à sociedade?
– Sem dúvidas, um papel preponderante na formação e preparação de nossos policiais militares para que lá na ponta o nosso cliente, o cidadão, possa ter a confiança de que o trabalho da nossa Polícia Militar seja um trabalho estritamente voltado em respeito à dignidade e a pessoa humana.
– A partir da criação da Diretoria de Direitos Humanos, qual o peso que o modelo de policiamento comunitário passa a ter para a PMES nesta e em futuras gestões?
– Temos um knowhow na execução e planejamento desse modelo de policiamento, fomos e somos, inclusive, exportadores de policiamento comunitário. A criação desta Diretoria consolida este modelo como referência para o presente e o futuro.
– Segunda-feira (25/06) é o grande dia. Vai ser quando o senhor e o governador Renato Casagrande assinarão as promoções de praças e oficiais na Polícia Militar. O senhor poderia adiantar quantas promoções serão sacramentadas nessa segunda?
– Promoção de 463 oficiais (sendo oficiais combatentes, administrativos, saúde); promoção de 3.013 praças (sendo 2.855 combatentes e 158 da saúde). Tudo isso vai chegar a 3.476 promoções.
– O que esse conjunto de promoções representará para a história da PMES?
– Tenho quase 30 anos de efetivo serviço prestado dentro da Polícia Militar, nunca vi tamanho investimento na pasta da segurança pública como esse realizado pelo governador Renato Casagrande. Foram mais de 70 milhões aplicados em logística nesta área, somente no ano de 2011, fora o que ainda continua sendo investido. Agora, o mais importante, é salientar que de que adiantaria tamanho investimento se não tivéssemos o profissional na ponta motivado? Então, é um marco histórico na nossa corporação e não só o próprio governador como a nossa sociedade capixaba podem ter a certeza que a PMES fará por onde em reconhecer esta valorização: apresentando resultados.
– O senhor gostaria de fazer algum apelo público no sentido de militares que estarão de folga na segunda-feira compareçam em bom número, junto com suas famílias, à solenidade de promoção, como forma de agradecer ao governador Renato Casagrande pela aprovação da lei?
– Com certeza, conclamo a toda a família PM que compareça em massa ao Quartel do Comando Geral, em Maruípe, nesta segunda feira, às 19 horas como demonstração de reconhecimento e agradecimento.
Nota do Blogueiro: Ao criar a Diretoria de Direitos Humanos e Polícia Interativa, o governador Renato Casagrande resgata uma das missões da Polícia Militar do Espírito Santo, que é a de ser uma polícia cidadã. Projeto este que nasceu lá trás, ainda nos anos 80, pelas mãos de um grupo de jovens oficiais, capitaneados pelo hoje coronel da reserva Carlos Magno da Paz Nogueira. Foi ele quem idealizou e formatou, junto com outros sonhadores e competentes oficiais, como o também coronel da reserva Júlio Cézar Costa, um modelo que sempre deu certo, mas que, infelizmente, ficou esquecido nos oito anos de governo Paulo Hartung/Rondey Miranda. Voltou em 2010, quando Rodney se afastou da Secretaria de Segurança Pública para ser candidato a deputado estadual. Voltou pelas mãos de seu sucessor André Garcia, que hoje é o titular da Secretaria de Estado Extraordinária de Ações Estratégicas. Renato Casagrande, ao assumir o governo em janeiro de 2011, deu toda moral para o incremento total da Polícia Comunitária e o comandante Ronalt Willian, que já era um seguidor e admirador do modelo, agora faz justiça e resgata o sonho de valorosos praças e oficiais: criar uma diretoria para cuidar da Polícia Interativa e, o mais importante, para cuidar dos Direitos Humanos.
“Ela (Diretoria de Direitos Humanos e Polícia Interativa) vai ter um papel preponderante na formação e preparação de nossos policiais militares para que lá na ponta o nosso cliente, o cidadão, possa ter a confiança de que o trabalho da nossa Polícia Militar seja um trabalho estritamente voltado em respeito à dignidade e a pessoa humana”, diz o comandante Ronalt Willian.
Blog do Elimar Côrtes – O governador Renato Casagrande acaba de publicar decreto criando mais quatro Diretorias na Polícia Militar do Espírito Santo: Diretoria de Direitos Humanos e Polícia Interativa; Diretoria de Comunicação Social; Diretoria de Promoção Social; e Diretoria de Transportes. Como as novas Diretorias poderão ajudar a PM e seus reflexos no dia a dia do policiamento?
Coronel Ronalt Willian – A população capixaba cresceu muito nos últimos anos. Nosso efetivo é praticamente o mesmo de 10 anos atrás. Com esse crescimento vieram os problemas sociais que têm relação direta com o aumento da criminalidade. Tivemos que nos preparar e otimizar nossos serviços para continuar dando respostas a sociedade.
A PMES nesse momento tem uma adequação de seu quadro organizacional para corrigir e atender a demanda da prestação do serviço de policiamento ostensivo com o objetivo sempre de presta-locom excelência.
Estas Diretorias farão parte do Comando da Polícia Militar e ajudarão a pensar e planejar uma polícia cidadã sempre voltada a servir e proteger o povo capixaba.
– Uma das inovações é a Diretoria de Direitos Humanos e Polícia Interativa: qual será o papel dessa Diretoria junto à própria Corporação e à sociedade?
– Sem dúvidas, um papel preponderante na formação e preparação de nossos policiais militares para que lá na ponta o nosso cliente, o cidadão, possa ter a confiança de que o trabalho da nossa Polícia Militar seja um trabalho estritamente voltado em respeito à dignidade e a pessoa humana.
– A partir da criação da Diretoria de Direitos Humanos, qual o peso que o modelo de policiamento comunitário passa a ter para a PMES nesta e em futuras gestões?
– Temos um knowhow na execução e planejamento desse modelo de policiamento, fomos e somos, inclusive, exportadores de policiamento comunitário. A criação desta Diretoria consolida este modelo como referência para o presente e o futuro.
– Segunda-feira (25/06) é o grande dia. Vai ser quando o senhor e o governador Renato Casagrande assinarão as promoções de praças e oficiais na Polícia Militar. O senhor poderia adiantar quantas promoções serão sacramentadas nessa segunda?
– Promoção de 463 oficiais (sendo oficiais combatentes, administrativos, saúde); promoção de 3.013 praças (sendo 2.855 combatentes e 158 da saúde). Tudo isso vai chegar a 3.476 promoções.
– O que esse conjunto de promoções representará para a história da PMES?
– Tenho quase 30 anos de efetivo serviço prestado dentro da Polícia Militar, nunca vi tamanho investimento na pasta da segurança pública como esse realizado pelo governador Renato Casagrande. Foram mais de 70 milhões aplicados em logística nesta área, somente no ano de 2011, fora o que ainda continua sendo investido. Agora, o mais importante, é salientar que de que adiantaria tamanho investimento se não tivéssemos o profissional na ponta motivado? Então, é um marco histórico na nossa corporação e não só o próprio governador como a nossa sociedade capixaba podem ter a certeza que a PMES fará por onde em reconhecer esta valorização: apresentando resultados.
– O senhor gostaria de fazer algum apelo público no sentido de militares que estarão de folga na segunda-feira compareçam em bom número, junto com suas famílias, à solenidade de promoção, como forma de agradecer ao governador Renato Casagrande pela aprovação da lei?
– Com certeza, conclamo a toda a família PM que compareça em massa ao Quartel do Comando Geral, em Maruípe, nesta segunda feira, às 19 horas como demonstração de reconhecimento e agradecimento.
Nota do Blogueiro: Ao criar a Diretoria de Direitos Humanos e Polícia Interativa, o governador Renato Casagrande resgata uma das missões da Polícia Militar do Espírito Santo, que é a de ser uma polícia cidadã. Projeto este que nasceu lá trás, ainda nos anos 80, pelas mãos de um grupo de jovens oficiais, capitaneados pelo hoje coronel da reserva Carlos Magno da Paz Nogueira. Foi ele quem idealizou e formatou, junto com outros sonhadores e competentes oficiais, como o também coronel da reserva Júlio Cézar Costa, um modelo que sempre deu certo, mas que, infelizmente, ficou esquecido nos oito anos de governo Paulo Hartung/Rondey Miranda. Voltou em 2010, quando Rodney se afastou da Secretaria de Segurança Pública para ser candidato a deputado estadual. Voltou pelas mãos de seu sucessor André Garcia, que hoje é o titular da Secretaria de Estado Extraordinária de Ações Estratégicas. Renato Casagrande, ao assumir o governo em janeiro de 2011, deu toda moral para o incremento total da Polícia Comunitária e o comandante Ronalt Willian, que já era um seguidor e admirador do modelo, agora faz justiça e resgata o sonho de valorosos praças e oficiais: criar uma diretoria para cuidar da Polícia Interativa e, o mais importante, para cuidar dos Direitos Humanos.
Fonte: Elimar Côrtes
sábado, 23 de junho de 2012
Cabo da reserva da PM, deputado Da Vitória é candidato a prefeito de Colatina
Formado por PDT-PSB-DEM-PHS-PR-PSC-PSD-PCDOdoB-PPS-PMN-PTdoB-PTN-PRP o grupo se reuniu na noite de quarta-feira para decidir qual seria o melhor nome. Depois de muita discussão interna, o deputado federal Paulo Foletto (PSB), um dos nomes cotados para ser lançado pelo grupo, abriu mão de disputar a eleição para que o município possa continuar com um representante na Câmara dos Deputados.
“O Estado perderá, a partir do fim deste ano, o Fundo de Desenvolvimento das Atividades Portuárias, o Fundap. Como esse assunto é discutido apenas na esfera federal, seria injusto com Colatina abrir mão da Câmara”, justificou Foletto. “Da Vitória reúne todos os requisitos para ser um bom administrador. Estaremos ligados o tempo todo, e isso dá segurança tanto a mim quanto ao cidadão colatinense”, completou o socialista.
Antes de tomar a decisão, os dois pré-candidatos tiveram uma conversa com o governador Renato Casagrande (PSB), que os aconselhou a tomar a decisão que fosse mais importante para o município.
Em seu segundo mandato de deputado estadual, Da Vitória se disse feliz com a escolha do grupo:
“Eu me sinto honrado e muito motivado a disputar a prefeitura. Colatina está carente, maltratada, precisa do novo. Com o aval do governador Casagrande, o apoio irrestrito do Foletto e do PSB e o endosso do hoje vice-prefeito Cirilo de Tarso, que está do nosso lado, não tenho dúvidas de que teremos uma eleição pautada pela qualidade de homens bons, públicos e compromissados. Tenho certeza de que será um bom debate”, comemorou Da Vitória.
Nascido em 2 de junho de 1971 no distrito de São Sebastião, em Colatina, Da Vitória ingressou na Polícia Militar do Espírito Santo em 1990: foi soldado e cabo. Entrou para o quadro de policiais da reserva remunerada quando foi eleito deputado estadual em 2006, com 16.959 votos – primeiro cargo público eletivo a que concorreu.
Em 2008, disputou a Prefeitura de Colatina junto com Paulo Foletto (PSB), Leonardo Deptulski (PT) e Décio Rezende (Psol). Em 2010, disputou a reeleição para deputado estadual e foi reeleito com o dobro da votação anterior: 33.374 votos.
Da Vitória é, hoje, presidente estadual do PDT, único partido de toda sua trajetória política. Defende os interesses da segurança pública do Estado e é presidente da Comissão de Educação da Assembleia Legislativa, além de membro efeito das de Finanças e de Segurança.
Casado com Luciana Tozato da Vitória desde 1997, Da Vitória tem quatro filhos: os trigêmeos Bárbara, Bruno e Brunela, com 10 anos de idade, e a caçula, Brisa, de oito.
Fonte: Elimar Cortes
Ciro Gomes responde a processo por chamar policiais de "marginais fardados"

Está
marcada para o dia 7 de agosto, às 10 horas, no Fórum Clóvis Beviláqua, a
primeira audiência envolvendo o ex-governador Ciro Gomes e diretores da
Associação dos Profissionais de Segurança Pública do Ceará
(Aspropec).
A entidade resolveu processar Ciro por injúria, por causa de suas declarações dadas à imprensa no dia 19 de janeiro deste ano, quando da entrega do Prêmio Contribuintes do Ano.
Ciro chamou os policiais e bombeiros militares que realizaram greve semanas antes, de “marginais fardados”.
Ele ainda classificou o movimento como um “conchavo de marginais fardados com marginais da quadrilha da droga que colocou toda a sociedade refém”.
Fonte:Blog do Ronaldo Coellho
quinta-feira, 21 de junho de 2012
Justiça condena mulheres que ajudaram traficantes a matar dois policiais militares em São Mateus
O Tribunal do Júri da Comarca de São Mateus, Norte do Estado, encerrou na madrugada desta quarta-feira (20/06) o julgamento de um dos processos relativos a um dos crimes mais bárbaros ocorridos no Espírito Santo nos últimos sete anos, que foi o assassinato de dois valentes e honestos policiais militares: o sargento da Polícia Militar Adalberto da Cunha Júnior, 47 anos, e o cabo PM Altamiro Paulino Sodré, 43. O duplo homicídio ocorreu em 9 de dezembro de 2005.
Duas das três mulheres acusadas de participação no duplo homicídio foram condenadas: Ediana Lacerda Machado pegou 32 anos de reclusão, enquanto sua parceira, Maria Adriana de Oliveira, foi condenada a 29 anos. A terceira acusada, Katiane Cristine Sales, foi absolvida pelos jurados.
A sentença de condenação foi lida pelo juiz Jorge Orrevan Vaccari Filho à 1h05 desta quarta-feira. O julgamento havia se iniciado na terça-feira de manhã: “É mais uma alívio para todos nós”, resumiu a viúva do cabo Sodré, Maria Lucimar Goltara.
No dia 18 de abril deste ano, o Tribunal do Júri de São Mateus já havia condenado os traficantes que também mataram o sargento Adalberto e o cabo Sodré. São eles: Marcionílio Rodrigues de Paula, Flávio Correia Cristal e Renato Gomes Rodrigues. Marcionílio foi condenado a 40 anos de reclusão; Flávio pegou 39 anos e seis meses; e Renato foi condenado a 43 anos e oito meses. Os três, que já se encontravam presos, foram condenados a regime fechado. Já Katiane e Ediana, que estão soltas, ganharam o direito de recorrer da sentença em liberdade. Porém, foram condenadas ao regime fechado. O vice-presidente da Associação de Cabos e Soldados da Polícia Militar e Bombeiro Militar do Estado do Espírito Santo (ACS/PMBM/ES), cabo Roberto Caetano, vem acompanhando o caso desde 2005: “Sentimos que justiça foi feita. O importante é que essa tragédia não está ficando impune”, disse Roberto Caetano.” “Mais uma vez o Judiciário capixaba dá exemplo de que crimes não vão ficar mais impunes no Estado. Esses assassinos têm que pagar pelo que fizeram com dois valentes militares. Mataram o sargento Adalberto e o cabo Sodré e destruíram duas famílias. Eles não só mataram dois guerreiros, como atingiram o próprio Estado. Têm que pagar com a prisão”, completou o diretor Flávio Gava.
COMO FOI O CRIME
No dia 9 de dezembro de 2005, a Polícia Civil pediu à Polícia Militar que enviasse uma guarnição para buscar Marcionílio, que estava preso no cadeião da cidade, que funcionava anexo ao DPJ de São Mateus. A intenção era levar Marcionílio, que estava preso por tráfico de drogas, a um consultório dentário.
O preso alegou que estava com problema dentário. Ao chegarem ao consultório, porém, o sargento Júnior e o cabo Sodré – designados pelo comando da PM local a fazer a escolta do presidiário – foram interceptados por bandidos armados de pistolas, que atiraram nos policiais e os mataram com tiros na cabeça. Os criminosos resgataram Marcionílio, mas logo em seguida outras equipes da PM entraram em ação e cercaram as principais ruas do centro de São Mateus.
Um dos acusados foi morto na troca de tiros e os demais acabaram sendo presos. Marcionílio confessou que havia tramado o resgate por intermédio de telefone celular que foi entregue para ele dentro do DPJ de São Mateus e em encontros pessoais que mantinha com sua mulher, Ediana, que o visitava quase que diariamente no DPJ.
Em agosto de 2011, a Justiça estadual já havia condenado, em primeira instância, o Estado do Espírito Santo a pagar indenização mensal às famílias do sargento Júnior e do cabo Sodré. As duas sentenças, dadas pelo juiz Flávio Brasil Fernandes Reis, da 4ª Vara Cível de São Mateus, foram assinadas no dia 15 de agosto.
O magistrado entendeu que o Estado falhou e por isso os militares foram mortos na emboscada. Flávio Brasil concluiu ainda que, embora soubesse do plano de resgate a um presidiário, a Polícia Civil não comunicou o fato à Polícia Militar.
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AS LEIS DA PMES DO SÉCULOS XX
Fonte: acspmbmes
segunda-feira, 18 de junho de 2012
Justiça Militar absolve oficiais acusados de integrar a máfia dos guinchos
A Vara da Auditoria da Justiça Militar do Espírito Santo absolveu, na tarde desta segunda-feira (18/06), os três oficiais da Polícia Militar acusados de integrar o que o Ministério Público Militar Estadual denominou de a “Máfia dos Guinchos”. Foram inocentados o tenente-coronel Valdir Leopoldino Silva Júnior, o major Altiere de Carlo da Silva Machado e o tenente Eduardo Christo Torezani.
Eles estavam sendo processados porque, no período em que trabalhavam no Batalhão de Polícia de Trânsito Rodoviário e Urbano (BPTran), teriam montado um esquema de arrecadação de dinheiro junto a empresas donas de guinchos.
Testemunhas ouvidas na fase do processo teriam dito à Justiça Militar que donos de pátios de guinchos de veículos do Estado depositavam dinheiro na conta bancária da Associação dos Servidores Militares do BPTran (Assentran), “mas não que fossem extorquidos ou obrigados a fazê-lo”.
Na época em que teriam ocorrido irregularidades, Leopoldino era comandante do Batalhão de Polícia de Trânsito Rodoviário e Urbano (BPTran). As denúncias foram apuradas pelo Grupo Especial de Trabalho Investigativo (Geti) do Ministério Público Estadual.
Segundo o MP, as empresas responsáveis por guinchar veículos no Estado repassavam certa quantia em dinheiro para cada carro guinchado para o Batalhão Policial de Trânsito (BPTran), por intermédio da Associação dos Servidores Militares do BPTran (Assentran), cuja presidência era, na ocasião, exercida pelo comandante do Batalhão de Trânsito.
Apesar das denúncias terem sido apresentadas pelo Geti, coube ao promotor de Justiça que atua nas audiências da Auditoria Militar, Sandro Rezende Lessa, pedir a absolvição dos três oficiais “por insuficiências de provas”.
"Não pode o agente público tentar substituir a principal função do Estado: aparelhar e suprir meios para a execução da atividade. A denúncia teve que ser aclarada por várias vezes, por determinação do Juízo, até que foi recebida em parte pelo Juízo e na sua totalidade, por determinação do TJES (Tribunal de Justiça). Alguns tipos não coexistem: o § 1º do art. 308 do CPM e o art. 319 do diploma não podem concorrer. O RDME não pode integrar o tipo do art. 324 do CPPM, como já decidido. Assim, restam a imputação nos arts. 308 e 305 do CPM. Em primeiro lugar, não há nenhum veículo apreendido irregularmente constando nos autos. Iniciada a instrução, a testemunha oficial da reserva Emanoel e a da ativa Rosângela falam de festas realizadas no Batalhão. Na prestação de contas constam bandeiras, construção no CFA, etc. Assim, o MPM se indaga a respeito do locupletamento de parte do três. Ou seja, qual o benefício que os acusado tiveram? Citou Nelson Hungria e julgado do TJES, dizendo que o benefício não pode ser destinado à própria Administração Pública. Embora o MPM saiba como funcionou ou funcionava o Estado, o MPM não pode afirmar que tenha havido recebimento para si ou para outrem, afora a Administração Militar. Em nenhum momento o MPM diz que a conduta é regular, foram violados princípios da Administração Pública; moralidade, impessolidade, etc. Mas não se pode dizer que a conduta descrita com as provas colhidas, se assemelhe aos tipos dos arts. 305 e 308 do CPM. Requer, pois, a absolvição, por insuficiência de provas", disse o promotor de Justiça Sandro Lessa.
A seguir, manifestou-se a o advogado do tenente-coronel Leopoldino, Homero Mafra: "A defesa se louva no exemplo do Ministério Público Militar (MPM), para quem é muito mais fácil pedir a condenação, atropelando o tipo penal e princípios bastantes de direito. O MPM já se manifestou dizendo que nenhum veículo que estivesse legal foi apreendido. Disse, também, que não há prova de que a tenha havido recebimento de valores para si mesmo ou para terceiro. O acusado Valdir Leopoldino tem vários elogios na sua ficha funcional, fosse um oficial, um militar que recebesse dinheiro, não teria tantos elogios. O MPM citou o maior penalista brasileiro, Nelson Hungria, dizendo que o fato é atípico. A defesa acompanhou a dor do oficial, e por isto se deteve a falar sobre os autos. No entanto, requer afinal, como requereu o Sr. Procurador de Justiça, na absolvição".
Os demais advogados dos outros acusados apenas relataram que concordavam o com o que já haviam falado o promotor de Justiça Sandro Lessa e o advogado de Leopoldino, Homero Mafra.
O Ministério Público Militar não foi à réplica. Ao final, o juiz auditor Getúlio Marcos Pereira Neves passou a ouvir o Conselho Especial de Justiça, que se reuniu, passando em seguida à votação. Todos os juízes votaram a favor da absolvição dos três oficiais: Getúlio Marcos Pereira Neves; o 1º Juiz Militar, coronel PM Eurijader Miranda Barcelos; o 2º Juiz Militar, coronel José Bellinazzi de Andrade; o 3º Juiz Militar, coronel Edmilson dos Santos; e 4º Juiz Militar, coronel PM Leonardo Marchezi dos Reis.
“Ao final, o Conselho Especial de Justiça, à unanimidade de votos ABSOLVEU os acusados com fulcro no art. 439, alíneas "a", "b", "d" e "e" do CPPM, respectivamente. Pelo MM Juiz Auditor foi designado o dia 25 de junho de 2012, às 12:30 horas, para Leitura de Sentença. Nada mais havendo a ser registrado, lavrei a presente ata, após lida e achada conforme, fica devidamente assinada pelos integrantes do Conselho, partes e acusada. Eu, , escrevente, digitei e subscrevi”, concluiu o juiz auditor Getúlio Marcos Pereira Neves.
Fonte: Elimar Cortes
Cabo da PM critica conduta de sargento e defende uma lei penal mais rígida para reduzir a criminalidade
O Blog do Elimar Côrtes recebeu neste domingo um comentário muito interessante e oportuno nesses tempos em que a sociedade clama por mudanças na lei penal brasileira. Inicialmente, o cabo, que tem 21 anos de serviços prestados à Polícia Militar do Espírito Santo, critica a conduta da sargento Margarida Gagno Intra (veja postagem anterior) e depois sai em defesa de mudanças na legislação brasileira para aumentar a punição a criminosos. “Na verdade, as leis em nosso País é que são uma balela”, diz o cabo, que reconhece os esforços do governo do Estado em melhorar a segurança pública:
“Elimar, parabéns pela reportagem a respeito da sgt da PMES Margarida, que criticou a segurança pública de nosso Estado. Sou cabo da PM e tenho 23 anos de serviço prestado à sociedade capixaba e nunca na história da PM houve tantos investimentos na área da segurança pública por parte de um governo como este de Renato Casagrande.
Fiquei triste com tais declarações, pois é uma versão isolada de uma colega de farda que não sabe nada de segurança pública, não atua na área, pois está dentro desse gabinete..., sendo paga pela sociedade para prestar serviço particular, fica no ar condicionado só esperando promoção chegar e para esses vem rápido porque não estão nas ruas trocando tiros com vagabundos fortemente armados, correndo os riscos que nós da rádio patrulha corremos todos os dias, e muitas vezes ficamos anos sem ser promovidos, vendo nossos pares galgando várias promoções e alguns ficando para trás porque em algum combate cometeu crime no exercício da função.
Esta sargento perdeu uma grande oportunidade, que se fosse da rapa, não perderia, seria o fato de falar da mudança das leis penais que a cada ano favorece o delinquente, que nos deixa algemados para atuar e desmotiva, pois nos desgastamos muito para alcançar nossos objetivos na elucidação de crimes e na prisão de criminosos colocando em risco nossas vidas e no final todo trabalho é em vão pois as leis que são na verdade uma balela em nosso País deixam a sensação de impunidade, porque o criminoso conhece todo o sistema e sabe das falhas na legislação.
Sou leitor assíduo de seu blog e gostaria de um dia ver matérias tratando das mudanças das leis para mais rígidas com esses malditos infratores da sociedade que destroem nossas famílias. Pena que a sociedade não consegue enxergar que a violência é fruto dessas leis ridículas, infelizmente cada vez mais brandas...
Quero um dia ver, em vez de passeatas gays ou passeatas para liberação de uso de drogas , passeatas para que nossos legisladores sejam obrigados a mudar essas leis para realmente punir quem comete crimes que destroem nossas famílias.
Ainda não perdi a esperança que nossa terra um dia será de paz, amor e tranquilidade sem violência. Obrigado.”
Fonte: Elimar Cortes
Sargento da PM que disse que segurança pública no Estado é uma "grande balela" é lotada no gabinete do prefeito de Vitória
“O que mais me revolta nessa história é o fato de uma pessoa de bem morrer desse jeito. Sou policial há 21 anos. Estamos ferrados com a falta de segurança no nosso Estado. Será que vai precisar morrer o filho de alguma autoridade para alguém fazer alguma coisa? Estamos vivendo uma era de epidemia da violência. Nosso Estado está entregue às baratas. A segurança pública aqui é uma grande balela. Não há Estado Presente. Quem não quer ser morto num assalto, tem que ficar dentro de casa...Sei que posso ser punida, mas estou falando a verdade. Nenhum governo pôs a mão de verdade na questão da segurança pública. Quem trabalha na área sabe que o que eu digo é verdade. Trabalhar hoje na polícia é difícil, porque estamos em guerra. Não podemos pôr a mão num filho da puta de um bandido, agir com mais energia, que a vida da gente acaba ali. Mas eles podem fazer tudo o que querem, como destruir família de pessoas de bem.”
O desabafo é da sargento da Polícia Militar do Espírito Santo Margarida Gagno Intra, 40 anos, cunhada do comerciante Nilton de Freitas Marangoni Júnior, o Junhinho Marangoni, 39, assassinado covardemente por três bandidos, durante assalto, no bairro Jardim Asteca, em Vila Velha. Dois dos bandidos que mataram Juninho Marangoni já foram presos pela Polícia Civil, após denúncia anônima feita ao Disque-Denúncia, pelo telefone 181.
A cidadã Margarida tem toda razão em seu desabafo. A sargento Margarida, porém, está errada e deverá ser punida. Aliás, a sargento Margarida contribui para a crescente onda de violência e a escassez de policiais nas ruas.
Contribui porque ela é mais uma das inúmeras e inúmeros profissionais da PM que, em vez de estar nas ruas para ajudar no policiamento ostensivo e repressivo, ficam dentro dos quartéis fazendo trabalho administrativo ou em gabinetes de “autoridades”.
A sargento Margarida, por exemplo, é paga pela Polícia Militar, mas trabalha no gabinete do prefeito de Vitória, João Coser (PT), que está todo enrolado com as Justiça por conta de denúncias de irregularidades em desapropriações na capital. Neste momento, Coser está com seus bens bloqueados pela Justiça Federal.
É para ele que a sargento Margarida presta serviços, mas recebendo salários do governo do Estado. Margarida foi preparada pelo Estado para trabalhar nas ruas, protegendo cidadãos, como seu cunhado Juninho Marangoni. Mas Margarida preferiu proteger o prefeito João Coser. Está com Coser há quase oito anos – desde quando ele se elegeu a prefeito pela primeira vez.
Assim como a sargento Margarida, existem centenas de outros militares que preferem o aconchego dos gabinetes em vez de ir paras ruas. A maioria fica nos gabinetes por opção e vontade de seus superiores – ou políticos –, não por necessidade.
Chegam para trabalhar às 9 horas, param para almoço e saem do expediente às 18 horas. Não trabalhem nos fins de semana e nem nos feriados. Lugar de oficiais também é nas ruas, fiscalizando se os praças – sargentos, cabos e soldados – estão cumprindo o policiamento ostensivo e repressivo.
A sargento Margarida, entretanto, não tem culpa pela vida que leva. A culpa é da politicagem brasileira. É da falta de gerenciamento na maioria das Polícias Militares Estaduais. Elas necessitam de uma reengenharia administrativa, de um choque de gestão. Qualquer executivo de empresa privada sabe que, se não colocar ordem e dar exemplo ao empregado, este quer mais é levar a vida sem compromisso com a produtividade e resultados.
Residem, neste ponto, os problemas que atingem a segurança pública em todo o Brasil: a falta de compromisso com os resultados. É preciso, urgentemente, adotar uma política de cobrança aos comandantes. Eles têm que ser cobrados pelos resultados nas ruas.
Enquanto os governantes acharem que o crime acontece porque foi “coisa do destino”, outros Juninho Marangoni continuarão sendo assaltados e mortos. Ou, então, teremos que engolir desculpas, como a dada pelo chefe do Setor de Planejamento e Operações do 4º Batalhão da PM (Vila Velha), capitão Leandro Menezes, de que “a característica do crime (morte do comerciante Juninho Marangoni) é de oportunidade”, conforme consta na página 4 de A Tribuna deste sábado (16/06).
De fato, o assassinato do comerciante Juninho Marangoni foi de oportunidade. Oportunidade dada pela ausência da Polícia Militar nas ruas de Jardim Asteca, porque, enquanto os criminosos ficam livres nas ruas, policiais como a sargento Margarida é liberada para trabalhar para o prefeito de Vitória, recebendo salários da PMES. João Coser precisa de segurança? Se precisa, que contrate com seu salário ou com dinheiro da Prefeitura de Vitória.
Esta mesma oportunidade foi dada também aos bandidos que assaltaram e mataram, com um tiro na nuca, a jovem Cíntia Trancoso da Costa Pereira, 25 anos, que era proprietária de um Pague-Fácil, quando saía de sua loja, no bairro Itapoã, também em Vila Velha, com dinheiro e cheques para serem depositados num banco. Não havia policiamento no bairro. Querem oportunidade melhor?
Enquanto os governantes passam a mão na cabeça de quem deveria cobrar resultados de seus subordinados e os comandantes militares falam que bandidos aproveitam oportunidade para agir, a sargento Margarida Gagno Intra, em memória de seu cunhado Juninho Marangoni, deveria dar o primeiro passo: chegar segunda-feira ao gabinete de João Coser e dar adeus ao prefeito.
Diga para seu comandante que, a partir de agora, você irá para as ruas ajudar a reforçar o policiamento ostensivo e repressivo, para que os bandidos não tenham nova “oportunidade”.
Quem sabe, por meio do exemplo e gesto nobre de uma subalterna, os oficiais que insistem em fazer serviços burocráticos não se sensibilizem e também vão para as ruas. O momento é de emergência. Exige, portanto, esforço concentrado de todos para que a sociedade não volte a ouvir de uma sargento da Polícia Militar do Espírito Santo que segurança pública em nosso Estado é uma "balela".
Fonte: elimar cortes
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