quarta-feira, 7 de março de 2012

Aprovada o aumento do Quadro Organizacional (Q.O) de praça

Aprovado neste tarde, em Nova Venécia, o aumento do Quadro Organizacional da Polícia Militar, onde participaram militares antigos acima dos 10 anos, acima dos 5 anos e menos de 5 anos de atividades. Foi informado pela executiva da acspmbmes, que o governador aprovaria o QO, mas que o aumento ficaria para Junho desde ano, onde  ficou certo que o subtenente Araujo estará à disposição da empresa, pontada pelo governo para analise do salário militares.
O quadro ficou assim: 3º sargento de 780 passaria para 1000, mais 220 vargas, que teria um total de 702 vargas; e os cabos de 1900 passaria para 2250, tendo 350 vargas, que totalizaria 1062 vargas.






Desabafo de um policial capixaba

Bom dia meus amigos, colegas e companheiros, aqui estamos nós mais uma vez a mercê de uma imprensa injusta, que fala e escreve o que quer e parece que aqui dentro da nossa instituição e também nossas associações, ninguém quer tomar nenhum tipo de providência.

Os senhores devem esta acompanhando o acontecido com nossos colegas no Bairro Jardim Tropical, na Serra, devem ter lido e ouvido, pela nossa magnífica imprensa, os policiais serem chamados de assassinos. Ora, me pergunto: somos assassinos, matamos porque queremos, temos prazer em matar as pessoas?

Entendo que, existe uma lei, e essa lei me coloca em uma situação de defesa, tanto minha, como da sociedade, e essa lei me dá quatro prerrogativas, vejam só, vou citar duas: estrito cumprimento do dever legal ou legitima defesa. Nem preciso citar as outras duas.

Já respondi pra essa imprensa imcompetente que não somos assassinos. Vou citar aqui, como que as coisas são, como que a nossa maravilhosa sociedade e a nossa maravilhosa imprensa, são hipócritas, se os senhores lembram, a poucos dias, alguns motoqueiros, sairam atirando em um bairro do município de cariacica e acertaram um bebezinho nos braços do Pai, no quintal da casa.

Mataram uma criança por nada. Pergunto de novo, o que a sociedade fez em prol desse pai, dessa mãe que perdeu seu filho injustamente, a sociedade fez protesto, fechou ruas, colocou cartazes chamando esses motoqueiros de assassinos, pediram justiça, usaram a imprensa pra isso, e a imprensa, o que fez? Ela esteve com os pais do bebezinho, ela foi lá da apoio, mostrar solidariedade?

Não, não, não senhores! Sabe o que aconteceu? Foi apenas mais um que morreu, apenas isso,....Agora vejam só, como que as coisas mudam, como que se perderam os valores: policiais, trabalhando, decentemente, se deparam com um veículo roubado, na qual o proprietário teve uma arma na cabeça na hora do roubo, começam a fazer o acompanhamento desse veículo, acompanhamento esse que durou por um período longo, que tinha 7 indivíduos dentro; do nada começam a atirar.

E o que fazemos? Toda ação tem uma reação. É a nossa defesa. É isso que é nos ensinado, temos que nos proteger, proteger a sociedade hipócrita, e infelizmente, 1 morreu, um jovem que ja estava sendo levado para o lado do mal, aliás pelo próprio primo. 7 bandidinhos, já sabiam roubar, coloca arma na cabeça da sociedade hipócrita, usa umas pedrinhas, coisinhas bobas né?

Graças a Deus que morreu só 1, poderia ter sido os 7, ai é que vem a moral da histórias amigos, o que a sociedade e a imprensa hípócrita fizeram, olha só, a sociedade,..... fechou ruas, chamou os policiais de assassinos, fizeram cartazes, falaram na imprensa, queimaram carros, depredaram as ruas, pediram justiça e a nossa maravilhosa imprensa, fez a maior cobertura, colocou em seus meios de comunicação e de forma bem clara,...Assassino, ouviu a sociedade, acompanhou velório, deu toda cobertura.

Parabéns, vocês se merecem, aqui vai uma frase e quero que entendam,.....A sociedade cria o lixo, e se torna vitima do próprio lixo que cria. Um bebezinho que morre nos braços do pai, não tem valor pra sociedade, mas 7 bandidinhos tem e muito, não adianta chorar na TV. Esse choro é de familias que não tiveram a capacidade de educar seus filhos.

Esse choro é de fracasso, de incapacidade, de ter fechado os olhos, fingindo que não está vendo, que nada vai acontecer, mas infelizmente, aconteceu. Sou solidário a todos, mas tenho que dizer bem claro: somos nós que estamos do outro lado. Será que essa sociedade merece tanto o nosso suor? porque não começarmos a deixar eles mesmos limparem esse lixo que eles criam?

A policia não vicia filho de ninguém, não ensina a matar, a roubar; E essa imprensa, também já esta na hora de nos unirmos e comerçarmos a entrar na justiça contra esses profissionais que nos acusam de algo que não somos. Ah sim, vão falar na tal liberdade de imprensa. Ué, me pergunto de novo e a vocês também; então ela pode dizer pra todo mundo que eu sou assassino, sou ladrão, e fica por isso mesmo? não, senhores, somos responsáveis pelos nossos atos.

Se chamam de assassino, terão que provar que sou assassino. Como disse no inicio, temos 4 prerrogativas na lei que nos da o direito de defender essa sociedade hipócrita. Não somos assassinos, somos Policiais, profissionais de segurança. Que seja o início de uma luta justa para nós. Não podemos ser taxados como o grande culpado do lixo criado pela sociedade. Vamos começar a cobra e exigir mais respeito, de forma legal.

Que Deus continue nos guiando e protegendo, parabéns a todos os policiais que lutam dia a dia pra essa sociedade injusta e hipócrita.

Recebi por e-mail essa mensagem encaminhada por um policial militar do ES e preferi manter a sua identidade em anonimato. E representa a minha opinião pessoal também. Creio que representa a opinião de todos os trabalhadores da segurança pública do Brasil. Capitão Assumção.

Fonte: Blog do Capitão Assumção

segunda-feira, 5 de março de 2012

PEC300: Salário da PM aumenta pressão das Forças


A retomada da movimentação para a votação da PEC 300, que prevê um piso salarial para as Polícias Militares (PMs), com consequente reajuste de seus vencimentos, será mais um ingrediente para aumentar a temperatura nas Forças Armadas. Os militares estão muito insatisfeitos com os seus salários e alertam que, em vários casos, seus rendimentos são inferiores aos das PMs, que são forças auxiliares das Forças Armadas. Por isso, reivindicam um reajuste de 47%.
A comparação mostra que um coronel da PM de Sergipe, por exemplo, ganha R$ 17,2 mil e o do Distrito Federal, R$ 16,3 mil, ao passo que um coronel do Exército recebe R$ 13 mil. Enquanto um general de Exército, último posto da carreira militar, com 45 anos de serviço, recebe R$ 18,8 mil, o salário médio no Banco Central é de R$ 17,4 mil, no Ministério Público é de R$ 19,5 mil , no Legislativo é de R$13,9 mil e no Judiciário é de R$12,3 mil.
Logo que assumiu o cargo, o ministro da Defesa, Celso Amorim ouviu dos comandantes as queixas da categoria e relatos da pressão que estão sofrendo. Ainda no ano passado, depois de muitas discussões internamente nas três Forças, uma proposta foi encaminhada à Defesa, pedindo um reajuste salarial de 47%.
Os militares lembram que o último reajuste que receberam foi em 2008. O aumento foi distribuído em suaves parcelas, sendo a última paga em julho de 2010 - e já defasada.
Perdas. Vários estudos salariais circulam na tropa, quantificando perdas e trazendo comparações. Só de inflação, desde o último reajuste até o final do ano passado, os militares alegam que já perderam 18%.
Os clubes militares, que em muitos casos funcionam como a voz do pessoal da ativa - que não pode se pronunciar -, têm batido nesta tecla constantemente. De setembro para cá, o Clube Militar, que representa o Exército, já publicou quatro informes sobre a situação salarial da categoria. Os estudos, que podem ser lidos na página do Clube Militar na internet, mostram as diferenças salariais por enquadramento funcional.
Segundo o levantamento, um coronel do Exército, com mais de 30 anos de serviço e 'com atribuições que podem se estender por extensas áreas urbanas ou pelas fronteiras do país e 500 a mil militares sob sua responsabilidade direta', ganha menos que um major da PM do DF (R$13,4 mil). Seus rendimentos são também inferiores aos de um perito criminal de terceira categoria ((R$13,3 mil) e quase iguais aos do terceiro secretário, primeiro posto da carreira diplomática (R$12,9mil).
Nos diversos gráficos apresentados nos informes, o Clube Militar descreve cada um dos recentes aumentos concedidos às diversas categorias, apesar da 'conjuntura econômica dita desfavorável', sem que se ouça falar em aumento para os militares 'como se isso fosse absurdo ou inapropriado'.
O texto ressalta ainda que 'as carreiras mais bem aquinhoadas com aumentos de salário, nos últimos anos, são representadas por fortes sindicatos ou associações de classe, que lutam por seus interesses independentemente da ação dos ministérios a que pertencem, quando não têm a prerrogativa legal de estabelecer seus próprios vencimentos'.
Conforme o relatório, muitas destas categorias, 'contam, ainda, com o direito de greve, que pode paralisar sensíveis áreas do serviço público, o que lhes dá grande poder de pressão'. A mensagem salienta que, no caso dos militares, as reposições salariais são tratadas como 'concessões'.
Recentemente, o Clube Militar irritou o Planalto, ao postar um 'manifesto' recriminando a presidente Dilma Rousseff por não censurar as ministras Maria do Rosário e Eleonora Menicucci por declarações das duas sobre a Lei da Anistia.
Fonte: Estadão

PEC102/2011 - UNIFICAÇÃO DAS POLICIAS - SUBSÍDIO SALARIAL - DESMILITARIZAÇÃO


Estabelece que a remuneração dos agentes públicos integrantes da polícia federal, polícia rodoviária federal, polícia ferroviária federal, polícias civis, polícias militares e corpos de bombeiros militares será por subsídio fixado em parcela única (art. 39, § 4º), sendo assegurado piso nacional a ser fixado em lei federal, que disciplinará fundo nacional, com participação da União, dos Estados e dos municípios, visando a sua suplementação, bem como a vinculação de percentuais do orçamento
 faculta à União e aos Estados a adoção de polícia única, cujas atribuições congregam as funções de polícia judiciária, apuração de infrações, polícia ostensiva, administrativa e preservação da ordem pública; cria o Conselho Nacional de Polícia, cuja competência e organização são definidas em lei complementar;  
elenca as finalidades da referida polícia única, caracterizando-a como instituição de natureza civil, instituída por lei como órgão permanente e único em cada ente federativo essencial à Justiça, subordinada diretamente ao respectivo Governador, de atividade integrada de prevenção e repressão à infração penal, dirigida por membro da própria instituição, organizada com base na hierarquia e disciplina e estruturada em carreiras; 
estabelece formas de ingresso, composição do quadro de pessoal e regime previdenciário dos integrantes da referida polícia única; prevê a transposição dos oficiais oriundos da polícia militar e os delegados de polícia dos Estados e do Distrito Federal para o cargo de delegado de polícia; cria o cargo de Delegado Geral da Polícia nos Estados e no Distrito Federal e estabelece critérios para a sua nomeação; remete a lei federal, de iniciativa do Presidente da República, a disposição sobre regras gerais das Polícias, em especial sobre ingresso, estrutura organizacional básica, direito de greve e outras situações especiais, consideradas as peculiaridades de suas atividades, assegurada a independência no exercício da atividade pericial e na investigação criminal, que devem ser uniformemente observadas pelas leis dos respectivos entes federativos; determina que leis da União e dos Estados criem ouvidorias, competentes para receber reclamações e denúncias de qualquer interessado contra integrantes das polícias, inclusive contra seus serviços auxiliares, representando diretamente ao Conselho Nacional de Polícia; estabelece que as guardas dos Municípios cujos Estados adotarem o modelo de polícia única poderão exercer atividade complementar de policiamento ostensivo e preventivo, mediante convênio com o Estado; dispõe que a União poderá mobilizar efetivo das polícias unificadas dos Estados e do Distrito Federal e Territórios para emprego em local e tempo determinado nos casos de: a) decretação de Estado de Defesa, de Sítio ou de intervenção federal; b) solicitação do governo do Estado ou do Distrito Federal e Territórios; revoga o inciso VII do art. 129 da Constituição Federal que confere ao Ministério Público a função institucional de controle externo da atividade policial.
Assunto:     Jurídico - Segurança pública
Data de apresentação:     19/10/2011
Situação atual:    
Local:
20/10/2011 - SUBSECRETARIA DE ATA - PLENÁRIO

fonte : policialbr

Ela é a prova de como um gesto pode mudar uma vida: Roseana decidiu ser policial militar ao ser ajudada por um PM no pior momento que viveu



A soldado Roseana mostra foto publicada em A Gazeta, em 1992, que retrata a desocupação da casa em que morava com a família em Cariacica (Foto: Nestor Müller/A Gazeta)

O olhar da policial militar Roseana do Carmo Gomes Braga, 32 anos, carrega uma dura história de vida que se converteu em felicidade graças a sua capacidade de superação. Aos 12 anos ela viu sua família ser despejada de casa, às vésperas do Natal. Mas preferiu usar a experiência ruim como mola propulsora para seus sonhos.


O despejo aconteceu em 1992, durante uma operação de reintegração de posse de uma área em Itacibá, em Cariacica. No local viviam 34 famílias em barracos de madeira. Um deles abrigava a mãe e três irmãos de Roseana. "Eu era nova, mas já entendia a gravidade do nosso problema: não tínhamos para onde ir", relembra, emocionada.



A família já tinha vivido uma situação semelhante. Antes de se abrigarem em Itacibá, tinha sido enganados por uma pessoa que se fez passar por amigo e lhes vendeu um lote irregular. "Era a segunda vez que estávamos sendo despejados".

Quando a família começou a ser despejada, todos os seus pertences foram jogados no chão. O desespero tomou conta da menina. Naquele momento o que a confortou foi o gesto de um policial militar que atuava na operação. Ele impediu que os objetos fossem destruídos, em respeito ao sofrimento da menina.


 
Inspiração 

 
"Foi a atitude dele que marcou a minha vida, me ajudou a superar um momento tão difícil e, anos mais tarde, me inspirou", relata Roseana. Desde os seis anos ela sonhava em ser militar e o carinho recebido daquele policial só fortaleceu sua decisão. "Mesmo sem saber, naquele dia decidi seguir a carreira militar, para servir e ajudar com a mesma ternura que ele dedicou a mim".

A tragédia vivida pela família foi registrada em A GAZETA. Foi por intermédio dessa reportagem que um parente distante de Roseana soube do ocorrido e foi até Itacibá, onde a família estava abrigada em um galpão disponibilizado pela Prefeitura de Cariacica, para buscá-los.

De lá todos foram levados para Baixo Guandu, Noroeste do Estado, onde conseguiram se restabelecer. Com eles foram as tábuas do barraco de madeira, que foi reconstruído. "Até hoje ele ainda está de pé. É uma lembrança de que é possível superar as dificuldades", pontua Roseana.


 
Sonho é reencontrar policial que a ajudou

O gesto de atenção e carinho que mudou a vida da jovem Roseana do Carmo, há quase 20 anos, partiu de um homem que ela sequer sabe o nome. "Gostaria de encontrá-lo e de agradecer", conta a garota que hoje se tornou sua colega de corporação.

Mas ela mantém as fotografias e uma xerox da matéria em sua casa, no bairro de Brisamar. "Para lembrar de minhas origens", pontua, com orgulho. E se emociona ao ver as imagens, na tela do computador, do momento do despejo, lembrando do desespero vivido.

Na foto, em meio à destruição, chama a atenção a presença de um cachorrinho. Era o seu animal de estimação, que estava sempre a seu lado. "O nome dele era 'Sua Mãe'", revela, em meio a risadas.
O bom humor e a firmeza frente às dificuldades é traço herdado da matriarca Maria Cornélia do Carmo, hoje com 53 anos. Segundo Roseana, ela sempre deu um jeito de impedir que todos o sofrimentos pelos quais a família passou afetassem as crianças. 

"Ela sempre se esforçou para que tivéssemos um futuro. Seus olhos sempre pareciam dizer: 'Tudo vai ficar bem'", conta Roseana. 


 
"Subir sem esquecer a sua história" 

Sonho de Roseana do Carmo, 32, de ser policial militar começou a se concretizar em 2002, quando foi aprovada no concurso para a instituição. Três anos depois, já formada, começou a atuar na profissão. Hoje ela trabalha no Centro Integrado de Operações e Defesa Social (Ciodes). "Lá tenho a oportunidade de ajudar outras pessoas", pontua.

Sua meta agora é entrar para a equipe do Batalhão de Missões Especiais (BME), uma tropa especializada que, segundo ela, reflete o preparo e a excelência que ela busca agregar a seu perfil profissional. "Já fiz a prova e estou na expectativa de em breve poder atuar na unidade".
A jovem, porém, não esquece seu passado. Relata que em sua carreira já teve a oportunidade de participar de uma operação de despejo e fez questão de se espelhar no exemplo daquele policial do passado. "Uma simples atitude pode mudar a vida de uma pessoa", pondera Roseana. 

Ela destaca que a profissão vem ensinando que, mais do que heroísmo, o policial tem que ter espírito de nobreza. Disciplinada, diz que segue uma regra de ouro, inspirada em uma frase que leu em muro de rodoviária: "A subida não deve me empolgar, que a humildade viva em mim, e que eu suba sempre sem esquecer da minha história".

Fonte: Jornal a Gazeta do dia 26 de fevereiro de 2012.

Observação: A soldado Roseana do Carmo integra o quadro de associados da Associação de Cabos e Soldados da Polícia Militar e Bombeiro Militar do Estado do Espírito Santo.
Postado: acspmbmes

sábado, 3 de março de 2012

Até carro oficial para na vaga de idoso


Fonte: Blog do Negão

Deputado acusa Roseana Sarney de trabalhar contra a PEC 300

O líder da oposição, Marcelo Tavares (PSB), acusou ontem a governadora Roseana Sarney de liderar um movimento de governadores contra a PEC-300, Proposta de Emenda Constitucional que beneficia os policiais militares.
O deputado disse que a imprensa mostrou que a governadora reuniu na própria casa, em Brasília, governadores de todo país, sob o argumento de que seria para debater o pacto federativo, mas que a primeira intenção é impedir a aprovação da PEC no Congresso Nacional. "Ou seja, a governadora está levando às últimas consequências os seus dissabores com a greve da Polícia Militar no Maranhão", afirmou.

O líder da oposição, Marcelo Tavares (PSB)

O deputado disse que "não é perseguindo a Polícia Militar no Maranhão e dos outros Estados que nós vamos resolver o problema da segurança pública no Brasil".

O líder do BPO disse também que viu entrevista do secretário de Administração, Fábio Gondim, no Bom Dia Mirante, na qual ele falava do plano de cargos e salário dos servidores, que vai beneficiar todas as categorias menos uma que fez greve e já recebeu o que podia receber. "Apesar de ele não ter dito explicitamente que era a Polícia Militar, eu entendi que aquela exclusão era da Polícia Militar", garantiu o parlamentar.

O deputado defendeu que governadora deveria discutir no pacto federativo mecanismos para que a União participasse de um financiamento de um piso nacional para os policiais militares.

O líder do BPO disse que viu ainda entrevista do ministro de Educação, Aluísio Mercadante, defendo o cumprimento do piso nacional do magistério, e dizendo que, sem resolver a questão salarial, não será resolvido o problema da educação no Brasil. Marcelo Tavares pregou que o mesmo deveria acontecer em relação à questão salarial da Polícia Militar, que é uma questão que diz respeito a todos os estados da federação.

O líder do BPO defendeu que "a Casa deveria repudiar atitudes como essa e fazer gestões junto ao Congresso Nacional" para que a PEC300 venha a ser aprovada.

Líder do Governo refuta críticas – O líder do governo, César Pires (DEM), classificou como equivocada a declaração de Tavares. "O que a governadora faz ali é uma união de esforços, abstraída das questões político-partidárias, até porque ali estavam também governadores dos diferentes partidos que tem assentamento nesta Casa, que pugnam pela contribuição do governo federal", declarou, citando que o pacto federativo reuniu partidos como PSB, PSDB, PT e PMDB.

César disse que o fato de uma liderança do Nordeste ter força suficiente para liderar "forças vivas do nosso país" em torno não de política, mas de uma causa maior, é merecedor de uma homenagem diferenciada e não de críticas. "Se fosse o governador de Pernambuco, V. Ex.ª estaria dizendo que era um grande líder, um estadista que estava convergindo as forças nacionais para poder superar a questão da segurança dos seus Estados", ilustrou o líder governista.

Para o deputado, a afirmação de que o governo está contra a Polícia Militar é outro ponto equivocado da oposição. Ele fundamentou sua análise declarando que os problemas da segurança são amplos, não esbarram apenas no Maranhão nem se limitam ao Brasil; mas se estendem por toda América Latina.

"O governo pagou e paga hoje uma folha agregada de R$ 139,5 milhões aos PMs, a partir daquela greve [decretada novembro do ano passado]", lembrou. César Pires destacou que na greve dos policiais e bombeiros militares no Maranhão, que durou dez dias, não houve nenhum excesso por parte do governo, diferente do que aconteceu no Estado da Bahia. "Lá, achincalharam a polícia, que foram chamados de bandidos, de vândalos, de marginais, coisas que não houve aqui no Maranhão", comparou.

César Pires avaliou ainda a greve dos PMs como justa, tanto que contou com a compreensão do Governo do Estado "dentro dos limites impostos pela Lei de Responsabilidade Fiscal e também pelos seus cofres". Por fim, questionou: "Onde está o equívoco em tentar reunir forças[nacionais]?".

JORNAL PEQUENO
Postado: Soldado Almança

sexta-feira, 2 de março de 2012

Se a polícia não tem o direito de fazer greve, de que maneira poderá protestar contra o baixo salário?


SE A POLÍCIA NÃO TEM O DIREITO DE FAZER GREVE, DE QUE MANEIRA PODERÁ PROTESTAR CONTRA O BAIXO SALÁRIO?


A greve da polícia por ser militar é considerada um crime. Por outro lado, polícial é um trabalhador, um pai de família e, na sua imensa maioria, são cidadãos de bem.
De que maneira eles poderão protestar contra falta de equipamentos para o combate ao crime. Olhaí agora a situação do sargento Ataíde e do sargento Vinícius, que são pais de famílias, cidadãos exemplares e que agora são tidos como foragidos da Justiça. Isso porque ousaram lutar pelos seus direitos.
Nos parece que esse argumento de proibição o jeito do governo dizer: " Calem suas bocas e aceitem esse salário de fome". Nunca imaginei que isso aconteceria justamente num governo que sempre pautou a greve como uma manifestação legítima do trabalhador.
A greve acabou, não tivemos qualquer tipo de vandalismo em Santo Antônio de Jesus por causa do protesto da polícia. Então porque esses policiais são tidos como foragidos? Os integrantes do governo atual sempre se valeram da arma da greve para conseguir o seu crescimento político. Então só policial é que não pode?
Léo Valente

CAMPANHA PEC 300 - MILITAR VOTA EM MILITAR


1º - SOLDOS X PEC 300  PRESSÃO ELEITORAL 

Tendo em vista o descaso do PT e da Presidente Dilma na retaliação aos militares de uma maneira geral, primeiro em impedir a votação da PEC 300 e segundo na indefinição em torno do esperado reajuste dos soldos estamos convocando todos os militares das Forças Armadas, Policias Militares e Bombeiros Militares de todo o Brasil, seus familiares e simpatizantes, a não votarem  nas eleições deste anos em políticos do PT ou que estejam ligados a partidos de coligação com o PT e o Governo Dilma. Isso na prática, vai fazer com que eles pensem duas vezes, antes de qualquer atitude que contrarie os interesses dos milicos. Observação: Se um militar for candidato a cargo eletivo em partido ou coligação com o PT não vote nele. 

2º - SOLDOS X PEC 300  REDE SOCIAL 

Entupir as redes sociais com o nosso protesto, solicitando que militar vote em militar, desde o escalão de VEREADOR até as ALTAS ESFERAS.

3º - SOLDOS X PEC 300  PANFLETOS

Vamos panfletar nas ruas e nas saídas dos quartéis o nosso protesto. É muito importante que eles sintam que os militares, seus familiares e cidadãos que comunguem com a nossa causa, formam um parcela da sociedade que democraticamente tem força de decisão. Anexo uma folha com o nosso protesto para que tirem cópia e façam a panfletagem.

Fonte: Sargento Ricardo

Entrevista - Cabo Daciolo


O cabo Benevenuto Daciolo está a apenas quatro dias da permanência ou expulsão do Corpo de Bombeiros em decisão que será tomada pelo comando da corporação.

A advogada de Daciolo, Grace Martins, ao analisar as peças do processo, afirmou não encontrar provas que possam levar a um resultado punitivo contra o bombeiro. Segundo ela, apenas o trecho de uma gravação divulgada por um telejornal foi apresentado, mas sem autorização judicial.
"Essa gravação é uma prova ilegal porque não tem autorização judicial. Nós pedimos que essa autorização fosse incluída nos autos, que a gravação fosse apresentada na íntegra, mas isso não aconteceu", disse a advogada.
O julgamento final terá início na manhã de segunda-feira no Quartel-Central. Uma junta de oficiais dá o parecer e o comandante Sérgio Simões avaliza ou não a decisão. Nesta segunda parte da entrevista, o líder do movimento dos bombeiros lembra os dias dentro de Bangu 1, critica a política salarial do Governo do Estado, responde as acusações de ligação com o ex-governador Garotinho e afirma não ser candidato a nenhum cargo nas próximas eleições.

POVO do Rio - As 48 horas antes do anunciado dia da greve foram de intensa movimentação do governo,mudando por mais de duas vezes a proposta de reajuste para os agentes de segurança pública.Entretanto, o último valor ainda ficou aquém do pedido pelo movimento de policiais e bombeiros.O que há de errado com a política salarial do estado?

Cabo Benevenuto Daciolo - Nós estamos há mais de dez meses buscando um diálogo com o governador do estado do Rio de Janeiro. O salário do bombeiro no Rio de Janeiro continua o pior do país. Gratificação não é salário. O Governo do Estado bate nessa tecla: gratificação. Quando o militar se aposenta, ele perde a gratificação. No momento que você mais precisa, você não tem. Com esses aumentos que foram concedidos pelo governo, a projeção futura é que no final 2013 nós vamos ter um salário de R$1.700, enquanto em Brasília já é de R$5 mil, em Sergipe R$3.500, em Goiás R$3 mil.


POVO do Rio - Você foi preso dentro de um avião com a esposa e a filha esperando para recebê-lo.Logo depois levado para Bangu 1. Qual foi o primeiro pensamento ao se ver dentro do presídio de segurança máxima e como foram todos os dias presos?

Cabo Benevenuto Daciolo - Foi muito triste. Foi muito doído, doeu muito. Nós estamos em pleno século XXI, um momento de democracia e eu me senti vivendo um momento de ditadura total. Preso numa cela de 2mx2m destinada a bandidos que mataram, que cometeram atrocidades e nós, chefes de família, cidadãos de bem, que zelam pela população, que prestam serviço de socorro ao próximo, que estamos prontos para dar a vida ao próximo, de repente nos encontramos num quadro lamentável. Eu fui à Bahia buscar a paz, notifiquei a minha ida, fui com autoridades e mesmo assim fui pego dentro de um avião e jogado em Bangu 1. A família toda sofre muito. Meus filhos sofre m até hoje. Isso machuca muito. Eu chego em casa e meus filhos se agarram nas minhas pernas pedindo que eu não vá embora. A minha mãe é cardíaca e está em depressão profunda. Foi o pior momento da minha vida. Mas eu acredito muito em Deus e sei que Ele vai colocar toda a verdade e Ele vai trazer a vitória para nós, adignidade.

POVO do Rio - Durante os 17 dias presos você acabou perdendo mais de dez quilos em razão da greve de fome. O que o levou a tomar tal atitude?

Cabo Benevenuto Daciolo - Eu estava jejuando espiritualmente para que eu pudesse ter contato com Deus. Minha fé é muito grande e eu sei que Deus vai revelar toda a verdade. Sem intenção eleitoral.

Questionado neste momento da entrevista sobre as intenções políticas do movimento, o cabo Daciolo afirma que nunca agiu pensando em candidatura e descartou pleitear um cargo nas próximas eleições. Segundo o líder dos bombeiros a única luta é "por um salário digno para a corporação".

Jornal POVO do Rio - O diretor do Sindicato da Polícia Civil (Sindpol), Francisco Chao, declarou em entrevista ao Jornal POVO do Rio que uma das razões que o levaram a deixar a greve foi quando o vídeo em que você pedia o "Fora Cabral" foi divulgado. Para ele, ficou claro que havia intenções políticas e não apenas reivindicatórias. O movimento dos bombeiros tem intenções eleitorais?
Cabo Benevenuto Daciolo - Nós tínhamos uma assembleia marcada para o dia nove de fevereiro. Eu fui preso no dia 8. Nós nunca fomos favoráveis à greve. Isso está claro em todos os vídeos divulgados por nós. Nós queremos o diálogo com o governador. Não temos nada pessoal contra ele. A ocasião do vídeo foi um outro momento em que nós estávamos tentando o diálogo e o governador nada de conversar com a gente. O que nós queremos é dialogar e um salário digno. Eu não sou candidato a nada. Não sou candidato a prefeito. Não sou candidato a vereador. A minha busca é por dignidade da minha categoria. Só isso. Eu amo o Corpo de Bombeiros e quero um salário digno. Essa que é a verdade.

POVO do Rio - Dentre as escutas telefônicas divulgadas, há uma conversa com o ex-governador e atual deputado federal Anthony Garotinho (PR). Não é contraditório o apoio de alguém criticado por não ter feito muito pela categoria dos bombeiros quando esteve no executivo?

Cabo Benevenuto Daciolo - Falam o tempo todo no Garotinho. Tem o Protógenes Queiroz (deputado federal do PCdoB/SP), tem o Lindbergh Farias (senador, PT/RJ), tem a Benedita da Silva (deputada federal PT/RJ), tem o Edson Santos (deputado federal, PT/RJ), tem o Paulo Ramos (deputado estadual, PDT), o Marcelo Freixo (deputado estadual, PSOL), a Clarissa Garotinho (vereadora, PR), Wagner Montes (deputado estadual, PSD). O movimento é multipartidário. Os parlamentares entendem que esse movimento é justo, é verdadeiro. A questão não é ser esse ou aquele. O Garotinho é apenas mais um dos parlamentares que apoia a causa.

POVO do Rio - Depois de tudo o que aconteceu, cinco prisões, a última em Bangu 1, e agora a possibilidade de expulsão da corporação.Você ainda acredita que vale a pena continuar persistindo por melhores condições salariais e de trabalho
para a corporação?

Cabo Benevenuto Daciolo - Eu acredito muito que o governador vai visualizar que a nossa busca é verdadeira digna. É uma busca de paz. Pacífica, mansa e ordeira. O que nós não podemos aceitar, eu vou sempre frisar, é a segurança pública do jeito que está com o pior salário do país. Eu quero poder sobreviver do que eu gosto de fazer. Eu amo ser bombeiro militar. Só que eu quero viver do Corpo de Bombeiros. Eu quero dar uma boa escola para os meus filhos. Nós queremos isso com o diálogo. Como sempre foi.

Jornal POVO do Rio - Na próxima segunda sai a decisão sobre a sua permanência o u expulsão do Corpo de Bombeiros.Você consegue estar otimista?

Cabo Benevenuto Daciolo - Eu não sei dizer isso agora. Eu posso dizer apenas que eu amo o Corpo de Bombeiros. Salvei muita gente nesses 13 anos de corporação. Pessoas que eu nunca mais vim a ter contato. O que eu mais quero é continuar fazendo o que eu gosto que é dedicar minha vida a ajudar as pessoas, salvar vidas, fazer o bem.

Jornal POVO do Rio - Se a expulsão acontecer, você já pensa no dia seguinte? O que iria fazer?

Cabo Benevenuto Daciolo - Eu não consigo pensar em nada negativo. Eu tenho que acreditar na vitória. Tenho que continuar acreditando que vou continuar fazendo o que eu amo, ajudando meus filhos. Trabalhando com dignidade.


Fonte: Jornal Povo do Rio
Postado: Soldado Almança